quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Um minuto para o fim do mundo.

          Por vezes olho em volta e sinto a energia ruim que me absorve. De um lado, crianças esqueléticas vestindo trapos velhos e sujos, tentando ganhar um mísero pão ao bater de porta em porta pedindo humildemente. Algumas vendendo balas no sinal, mesmo no sol escaldante e em lugares com péssima higiene. De outro, adolescentes mimados que possuem tudo que quiserem ter, acham que estão loucamente apaixonados por qualquer rostinho bonito e simplesmente jogam as mãos para o alto na justificativa: "Sex, Rock 'N' Roll and Drugs." e saêm por aí afora bebendo tudo o que aguentam até vomitarem no silêncio das ruas em plena madrugada, enquanto seguram o cigarro com outra mão. O pior é que isso é só um exemplo.
          Um exemplo que envolve estupidez, futilidade, ignorância, falta de reconhecimento. Coisas que diariamente percebo em tudo. Desligo-me do mundo por um instante, penso no quanto desejo mais sensatez para essas pessoas, e de repente tudo em minha volta começa a girar. Nada é mais nítido, e todos as minhas complicações somem. Porque elas não chegam nem a ser complicações comparadas ao drama que vivemos hoje. Como é irônico que existam pessoas lutando por uma vida longe do câncer em hospitais enquanto outras estão preocupadas se seu vestido feito de carne está bem ajustado ao corpo.


          Sinto-me conturbada, a esperança restante em mim designada à destruição. Será que ainda podemos salvar o futuro? Uma pergunta que nenhum de nós pode responder. Não falo de aquecimento global ou efeito estufa. Falo de nós um dia não termos tantos motivos para lamentar pela humanidade. Não basta só desejar um mundo melhor. Basta fazer a sua parte pra torná-lo assim. Só atitude. É bem fácil; comece diferenciando o certo do errado e tudo vai ficar bem menos complicado.
Nayane Ramoos.

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