sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Letter to Hélio

          Somente minutos, um minuto. De um jeito inexplicável você é o único que consegue me envolver apenas nesse conjunto de segundos, seu sorriso surgiu de primeira como uma luz, nos meu momentos mais difíceis só ele e suas brincadeiras me fazem melhor, seu abraço com o tempo se tornou meu porto seguro; meu momento de mais conforto. Seu olhar me prende hipnotizando todo o meu ser, seu toque faz correr calafrios pelo meu corpo e seu beijo me dopa como se eu estivesse em pleno coma. Realmente agora posso dizer que nunca me senti assim por alguém antes, o amor que aquece, trazendo fogo e paz para o coração, o amor que entende, diverte e cuida, o que eu pareço ter esperado por toda a minha vida, o que conseguiu fechar, curar uma cicatriz que doía em meu coração por tempos, a cura do meu vicio de insistir na saudade que eu tenho de tudo que ainda não vivi, você me ama pelo o que eu sou, me entende e me segura, por isso eu tenho o orgulho e felicidade de te chamar de meu amor, de meu namorado. Você foi, é o único que me faz acreditar que vale a pena viver e acreditar em seus sonhos, e acima de tudo sua felicidade. E talvez seja mesmo possível, que duas pessoas se encaixem e se completem. 


  Por Gabriela Melo.

Sóbria saudade.

          Sinto saudades do seu sorriso, do seu bom humor, até da sua arrogância. Sinto saudades do seu olhar tranquilizante, do seu abraço equilibrador. Sinto falta de quando tudo era simples e belo somente porque nós tínhamos amor. Nós tínhamos confiança e integridade, nós tínhamos um ao outro. Mais corretamente, a amizade um do outro. Eis a questão. Nós estragamos isso. Juntos. Enquanto escrevo, um casal escandaloso passa na rua. Presto mais atenção. Eles estao completamente bêbados, e portanto, irresponsáveis. Ela aperta a mão dele com força para não cair no meio-fio. Ele cambaleia com o peso dos dois. Eles trocam olhares indiferentes, e então começam a rir. Muito alto. Tão alto que provavelmente a vizinhança toda ouviu. Eles se beijam rapidamente, antes de voltarem a gargalhar enquanto andam sem rumo.
          Algo dentro de mim treme e enfurece-me por um instante. No outro, estou totalmente enojada de mim mesma por invejar aquilo. Como posso querer algo desse tipo? O máximo que posso querer é um somance sóbrio e feliz. Mas eles estão felizes, penso. Estão bêbados e retardados, mas estão felizes porque têm a felicidade do outro. E antes que posso me controlar, algo dentro de mim grita: Você está com inveja. Nem na sobriedade conseguiu algo desse tipo. É verdade, mesmo tendo doído. Suspiro lentamente e encontro meus pensamentos outra vez. Ele foi embora. Ele partiu. Minhas saudades só vão aumentar junto ao meu amor irracional. Agora, só me resta acordar todos os dias com a rotina pronta, sem meu anjo amigo para jogar conversa fora, controlando-me para não ligar, sobrevivendo apenas, não vivendo de verdade.

Nayane Ramoos.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

'' Quem me dera ao menos uma vez o mais simples fosse visto como o mais importante '' - Renato Russo

            Simples. Básico. Necessário. É só você parar um pouco para pensar, que vai entender. Nós sempre buscamos tanto, procuramos tanto, e, quando achamos, ainda não nos satisfazemos, queremos sempre buscar explicação. Somos dotados de uma complexidade, que eu simplismente não consigo definir. Somos tão cegos por  conceitos, explicações, modernidades. Que acabamos esquecendo que a felicidade está presente em coisas tão simples, que acabamos desvalorizando coisas que realmente tem valor, e, que verdadeiramente importam. 
               Viajando por momentos bobos, onde desejei tão pouco, posso ver onde realmente fui feliz. Porque nós sempre valorizamos o mais complexo, mais díficil. E, acabamos por esquecer, que o simples é tão mais gostoso. Que atingimos a verdadeira felicidade com coisas tão pequenas. É com o sorriso de alguém que se ama, é com um abraço de um amigo, é com um banho de chuva, com um beijo a beira-mar, é observando o vento passar, é com um aperto de mão, uma brincadeira, é com coisas fáceis. Simples. 
           Mas, que muitas vezes perdemos, por querer sempre enxergar além, por desejar sempre mais. E, é isso que nos cega. O que nós realmente precisamos é subir um degrau da sabedoria. Porque, só o mais sábio atinge a simplicidade. Nós só precisamos ser inteligentes o suficiente pra valorizar os momentos mais simples da vida. Porém, não por isso, menos importantes. E, assim atingir a verdadeira felicidade. Porque, só sua presença me faz feliz. Só o som das ondas do mar lambendo meus pés me arrancam um sorriso. Então, eu sei que não é tão díficil. É só um questão de valorizar o que importa. O resto, é detalhe.






Júlia (:

Sussurro - Becca Fitzpatrick (Trailer, resenha e sinopse).



Resenha:

          O livro Sussurro, da série Hush Hush, me encantou logo de cara. Indentifiquei-me bastante com as personagens e adorei o enredo em si. É inovador e apaixonante. Um casal adolescente com beleza exótica, vivendo no meio de muito suspense. A primeira vista, não parece nada novo, mas o prazer que me concedeu enquanto eu devorava bruscamente em dois dias toda a sua história, foi assustador até mesmo pra mim. Super recomendo! Se quiser saber mais antes de ler ou baixar (está disponível pela internet, inclusive foi o que eu fiz), pode ler a sinopse abaixo e assistir o trailer acima.

Sinopse:

   Nora é uma menina responsável. Aos 17 anos, ela tira boas notas e sempre avisa à mãe aonde vai e o que está fazendo. Nem mesmo garotos a fazem perder o foco nos estudos. Até porque, apesar das tentativas de sua melhor amiga, Vee, de lhe arrumar um pretendente, ela nunca se interessou por ninguém na escola. Pelo menos não até ela conhecer Patch, seu novo colega na aula de biologia. Patch parece estar em todos os lugares e saber tudo sobre ela. Seu jeito ao mesmo tempo sedutor e perigoso faz com que Nora fique imediatamente intrigada. E encantada.
          É então que eventos estranhos começam a acontecer. Um homem usando uma máscara de esqui salta diante de seu carro, seu quarto é invadido e aparentemente alguém está tentando matá-la. Nora não sabe em quem confiar. Quando Vee conhece dois novos rapazes e tenta arranjar um encontro, as coisas só pioram. Nora está assustada a maior parte do tempo. Patch é o da máscara de esqui? Ou será Elliot, o novo garoto com quem Vee quer que ela saia? Em sua busca por respostas, Nora está prestes a se descobrir no centro de uma batalha ancestral entre seres imortais e anjos caídos. Sim, os anjos estão entre nós. E nem todos estão interessados em atividades celestiais.

Uma deliciosa leitura pra vocês!

P.S.: Novamente, se me conhece e tem problemas em baixar ou coisas do tipo, eu tenho o livro salvo, basta pedir.

Nayane Ramoos.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

''A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade.'' - Carlos Drummond

            Acendo a luz do pequeno abajur ao meu lado, perdi o sono, assim como todas as outras noites, desde de que te conheci. Me levanto,e, vou em direção a janela, por entre as cortinas observo a noite cuidadosamente,  o escuro, as estrelas, a lua que brilha como uma tocha no meio da escuridão, e de repente, observo toda a paisagem mudar. Estou no cinema, você também está lá, meu coração palpita a cada vez que olho em seu olhos, enquanto observo suas mãos subirem aos meus ombros, enquanto observo seus lábios se aproximarem tão lentamente e cuidadosamente aos meus, enquanto minha concentração está única e exclusivamente no gosto doce e relaxante de seu beijo. 
             Desejo poder ficar ali pra sempre. Poder mergulhar no seu beijo, nos seus braços, nas suas palavras de conforto, no seu sorriso, desejo poder ouvir a cada segundo a sua risada, desejo poder finalmente te chamar de meu. Mas, de repente a idéia de que tudo é finito me toma. A idéia de que não existem alma gêmea, de que tudo é, e, sempre será uma simples coincidência. De que nada, absolutamente nada, durará pra sempre. Até eu e você. Preciso, quero, me precaver. Para o fim, porque tudo tem fim. E, é doloroso, sempre é. Sinto que já sofri demais, sinto que não posso me entregar por completo, sinto que preciso privar-me do sofrimento. Da dor, que nunca preocupei-me em evitar. Sinto a vontade de dessa vez fazer diferente. 
            Observo mais atentamente a paisagem enquanto ela volta a ser a vastidão da noite, e, depois muda para um clipe de vários momentos felizes que vivi, em que me entreguei verdadeiramente, momentos que me doeram no final, assim como tudo. Mas, que não deixaram de valer a pena. Vejo minha opinião mudando devagar, enquanto olho a vida por um outro ângulo. Entendo finalmente que não faz sentido me previnir da dor, me entregar pela metade, se fosse assim, nunca amaria a ninguém, por medo do sofrimento de vê-la ir embora, nunca sairia na rua, com medo do provável assalto a que estivesse sujeita, nunca teria amigos verdadeiros, com medo da dor de ser decepcionada por eles, ou, de decepciona-los. 
           A vida é uma só. Então, vamos viver ! Vamos sentir, tudo o que temos pra sentir. Vamos fazer, porque sempre haverá muito a ser feito. Que todos larguem o medo do sofrimento ! Que todos amem como se não houvesse amanhã, como diria Renato Russo. Que todos vivam uma vida sem frescuras. Que todos se entreguem por completo, em tudo o que fizerem, sempre. Porque privando-se do sofrimento,  você priva-se também da felicidade. Ainda encarando o escuro, a vontade de correr pros teus braços e me entregar totalmente só aumenta. Sei que prefiro perder, e sofrer, do que nunca ter, do que nunca viver.  

Júlia (:

SOS RJ!

          Este post é para todos que estiverem comovidos e com o bom espírito de ajuda a respeito das trágedias no Rio de Janeiro. Se você pode doar, primeiro procure saber qual é a filial  mais perto de você. A Cruz Vermelha é uma organização de voluntários que não procuram lucro ou recompensa, só ajudam porque são contagiados por esse tal de bom espírito citado acima. Existem filiais, pelo que eu saiba, em todas as cidades. Este é o site da filial de PE: http://cruzvermelhape.blogspot.com/ Se você não é de Pernambuco, este é o site da Cruz Vermelha Nacional: http://cruzvermelha.org.br/. O segundo passo é doar e arrecadar. Você pode doar;
- Alimentos (principalmente os de fácil preparo);
- Materiais de higiene pessoal;
- Água mineral;
- Materiais de limpeza.
          Se você mora em Pernambuco e nos conhece, pode entrar em contato. Eu pessoalmente estarei indo em breve à Filial de Pernambuco para doar o que eu conseguir arrecadar, então não se intimide a participar! A Júlia também ficará muito feliz em poder ajudar. Ajude e doe a quem precisa!


Nayane Ramoos.

Pantufas, noite e milk shake.

          Estava no meio da noite, mas ainda rolava de um canto a outro da cama, esperando o sono chegar. Não conseguia, apenas pensava em nós. O nós que nunca existiu e pelo visto, não vai. As lágrimas incessantes haviam marcado minha face, agora só me restava levantar e jogar água no rosto. Nunca entendi o propósito disso, mas ajudava-me a ficar calma. Fui ao banheiro, cambaleando com meu próprio peso. Eu sentia-me fria e cansada. Nada me aquecia aquele momento, exceto sua voz ainda ecoando em minha mente. Lavei lentamente minha face, acabando com todos os vestígios de choro e desânimo. Olhei o relógio em meu pulso. Era tarde, mas precisava pensar. Vestia um pijama velho, mas não me importei. Puxei qualquer casacão mais próximo de mim de dentro do meu guarda-roupa, calcei minhas pantufas confortáveis e saí, sem ao menos trancar a porta.
          Tremi de frio ao encarar a brisa lá fora. Nem mesmo meus calçados ou o grosso casaco que usava impediam-me de sentir calafrios. Olhei pra trás, pensando em voltar para casa, e dormir tranquilamente debaixo das cobertas. Sabendo que não conseguiria, voltei a caminhar. A rua estava deserta, e chegava até a me assustar. A escuridão me engolia. Eu ainda não sabia para aonde ir, então tive a ideia perfeita. Andei aproximadamente vinte minutos, cantarolando baixo qualquer coisa de Paramore. Na avenida beira mar, bares ainda estavam em funcionamento, e até algumas lanchonetes. Fui até uma e pedi para viagem um milk shake de ovomaltine, lembrando-me que havia algum dinheiro neste casaco. A atendente estranhou. Ela encarou meus trajes, minha mão tremendo e o clima lá fora. Só confirmei com a cabeça. Peguei meu milk shake e saí. Engoli cada gota com mais vigor que a outra, deixando o gelo corroer mais ainda meu interior gélido. Uma maneira nada saudável ou inteligente de fazer-me mal, confesso, mas deliciosa. Caminhei até a praia, com um delicioso líquido nas mãos e adorando a sensação de ser exceção ao silêncio refugiador quando meus passos faziam barulhos contra a areia. Só que desta vez, sozinha.
          Cheguei no lugar. Tinha estado tantas outras vezes ali, mas nenhuma era como agora. Senti-me solitária, isolada de tudo e de todos. Dei de ombros. Um monte de rochas grandes e grossas amontoavam-se na areia, próximas a saída para a avenida, parte do plano para aquele ser um lugar secreto para nós dois. Afastei a maior de todas com força. Quando o fiz, um caminho estreito e totalmente escuro abriu-se para mim. Entrei debaixo das pedras. Quente, aconchegante e calmo, aquele lugar ainda era do jeito que eu me lembrava dele. Lembrei-me da primeira vez que estivera ali.
          - Por que me trouxe até aqui? - Eu perguntara, confusa e com medo de estar a sós com você no meio da escuridão.
          - Porque você é especial. - Mesmo com a escuridão, vi seus lábios curvarem-se.
          - Pra quantas garotas disse isso?
          - Contando com você, uma. - O rubor subira-me ao rosto.
          Sorri para mim mesma, lembrando-me daquilo ao mesmo tempo que tentava afastar a lembrança. Não havia volta. Você tinha sido claro quando me disse que tinha acabado pra valer, e mesmo quando eu tentei dizer que poderíamos passar por aquilo, você afirmou que não. Você não me amava mais. Novamente lágrimas escorreram-me a face. Suspirei. Ali, deitada na areia, na escuridão e no calor, adormeci, ainda com suas palavras em minha mente.

Nayane Ramoos.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

O que o dinheiro não compra.

          Veja bem, pra você estar feliz, você não precisa fazer o que todos acham melhor, e sim o que você vai se sentir bem fazendo. Primeiro de tudo, ache paz em si mesmo. E aí, quando tiver confortável e sorridente, pense se realmente vale a pena acabar com tudo por causa das opiniões dos outros. Não me importo com o que você vai fazer pra encontrar essa paz interior, mas faça. Faça algo de que goste, algo que te faça sentir as emoções pesadas saírem livremente enquanto só a alegria fica. Esse será seu presente, pra si mesmo.

          O lance é você olhar ao seu redor. Pessoas morrendo, surtando, roubando, matando, e você está, ao menos de longe, bem, saudável, com seus problemas, mas nada tão absurdo. E as pessoas... Bem, de qualquer forma, sempre vai ter alguém que não vai gostar de você mesmo. E você não precisa se preocupar com isso, porque é impossível agradar a todos. Claro, se você considera ao menos um pouco esta pessoa, provavelmente vai refletir, ao menos um pouco, sobre o que ela acha. Mas se você sentir que está com razão, não ligue para os outros. Eu sei perfeitamente que você vai surtar em raiva por ser mal compreendido, mas é como eu já disse: Se você estiver bem consigo mesmo, nada mais importará tantos. Os problemas gigantes ficarão pequenos, o tempo talvez pareça menos corrido. Talvez a saudade não diminua, mas talvez ela nunca diminua mesmo. Porque, sabe como é, da saudade pra lá não melhora muito. Mais uma vez, não estou dizendo pra você simplesmente ignorar a opinião da sociedade inteira; lembre-se que no mínimo eles estão pensando no seu bem. Mas no fim das contas, é você que sabe o que é e o que não é o melhor pra você.

Nayane Ramoos.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

O som que me leva ao céu.

          Numa das várias noites que martelo coisas ruins comigo mesma, e estou ao ponto de explodir com tanta coisa na cabeça, faço a coisa mais inteligente ao meu alcance. Apanho o Cd Imagine de meus avós e vou direto na faixa 3 - Help,  9 - Julia (♥) ou 21 - Imagine. Isso quando não ponho meus fones de ouvido sintonizados na Mix e programados para se auto-desligarem em uma hora caso eu pegue no sono.
          Impressiono-me com o quanto a música é importante. Acredito que seja um refúgio, uma salvação, um ânimo a mais. Deixo tudo que há de ruim em mim escutando algo digno de fazer-me lembrar de pessoas, momentos e lugares especiais. O filme real passando outra vez por minha mente enquanto encolho-me com as distantes palavras intensas. Deveria ser comprovado cientificamente que a música e o humor têm tudo a ver. Interligados com a paixão, viajando na cabeça de muitas outras pessoas que assim como eu, admiram uma boa música. A paixão incessante pelos artistas, e pelo poder que emanam deles. No final, uma coisa leva a outra, e o amor continua sendo o mais poderoso ícone para todo o resto.



Nayane Ramoos.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Dor, esperança, solidariedade, compaixão.

            A cada dia o número de mortos se eleva, os desabrigados aumentam, o número de orfãos cresce, a chuva não para, e, a dor parece incessante, crescente. Os números superaram os seiscentos e trinta mortos na região serrana do Rio de Janeiro. Mais de seiscentos e trinta vidas perdidas, adultos, crianças, adolescentes, idosos. Vidas levadas literalmente pela água. O cénario de destruição domina toda aquela região. Barreiras no chão, pessoas soterradas, estradas destruídas, casas acabadas, pontes caídas, necrotérios improvisados, falta de água, comida, energia, colchões, material de higiene. E, acima de tudo pessoas sofrendo, pessoas estas que perderam TUDO, ou melhor, quase tudo. Elas perderam entes queridos, sua casa, seus bens, mas, tem a vida, e, a vontade de ser solidário, de ajudar pessoas que sofrem igual a elas. 
           Eu assisto as notícias, e, me emociono cada vez mais. Vendo como o ser humano também pode ser bom, vendo que em meio a tanta desgraça, a tanta destruição, há também esperança, com vidas que foram milagrosamente salvas. Há também solidariedade, vindas até mesmo das própias vítimas, vindas de cada doação, de cada voluntário, que trabalha incansávelmente para salvar vidas desconhecidas, mas, não por isso menos importantes. Há também a compaixão das pessoas. Há a força de um pais que se unindo ajudará as vítimas desse desastre a se levantarem. A recomeçarem. Há a vontade de acolher, de compartilhar a dor. Porque ninguém vive sozinho. 
                A cada vez que assisto o número de mortos crescer, a cada vez que assisto cada choro de uma mãe, que perdeu seu filho, a cada vez que assisto cada olhar perdido das crianças orfãos abrigadas nos hospitais, a cada vez que assisto a cada resgate, a cada manifestação de dor, esperança ou solidariedade, a minha vontade de ajudar e pedir que todos também ajudem só cresce, a minha vontade de estender a mão a essas pessoas que constantemente sofrem é cada vez maior. 
               E, é isso que farei. E, convido a todos vocês, leitores do I fell it all a fazerem igual, TODAS as filias da cruz vermelha estão recebendo donativos para serem encaminhados as vítimas das catástrofes da região serrana do Rio. O que inclui a daqui de pernambuco, que é aqui no Recife mesmo. Para mais informações, acessem o site: http://cruzvermelhape.blogspot.com/2011/01/solidariedade-rio-cruz-vermelha.html onde, está disponível o endereço do local, e, as informações para recebimento de doações em dinheiro. Não deixem de ajudar ! 

Júlia (:

Modéstia

          Estou aqui pra falar sobre algo bem abrangente e indiscutivelmente essencial. Humildade. Me diga, quem consegue algo na vida sem antes ter modestia? O suor, o esforço, o caminho traçado até chegar aonde está, não resulta em nada sem simplicidade. É por meio dela que se consegue respeito e confiança. Não é simplesmente chegar querendo dar uma de maioral e fazer todo mundo curvar-se diante das suas opiniões. Por fora, você pode até parecer respeitado e tudo o mais, mas não é, porque as pessoas põe sua arrogância acima de qualquer coisa para qualquer coisa. Simples assim.
 
"Que ninguém se engane, só se consegue a simplicidade através de muito trabalho." - Clarice Lispector.


          Então, meus queridos leitores, peço encarecidamente que reflitam sobre isso. Que desde sempre saibam dissociar a humildade do orgulho, a hora certa para destacar cada um. "Preocupe-se mais com a sua consciência do que com a sua reputação, porque sua consciência é o que você é, e a sua reputação é o que os outros pensam de você. Mas o que os outros pensam de você é problema deles." Apoio totalmente esta frase, mas não pensem que ela significa que você deve sair por aí falando o que acha das pessoas, esfregando na cara delas o que tem de "bom". Tenho certeza que quando nosso rei Bob a escreveu, falou ou sei lá o que, ele não quis dizer isso. Conseguir o respeito das pessoas de um modo honesto é bem diferente de não ligar para o que os outros pensam de você. Reflita.

Nayane Ramoos.

Nadando a favor da correnteza.

          Quando assisto-me definhar pelo fim da fantasia, quando sinto-me desabar junto a muralha que construi por tanto tempo, eu olho ao meu redor buscando uma saída. A saída da qual necessito é simples; basta levar-me para um lugar onde eu não precise sentir saudades, onde eu não me sinta injustiçada e onde eu não sinta-me obrigada a fugir em desespero. Pouco, desejos simples. Desejos simples que tornam-me exigente. Mas como encontrar esta saída se meu próprio coração é traidor? Observo o quanto ele é hipócrita consigo mesmo, ao enganar-se com meros olhares de promessa, o quanto ele deixa levar-se por seus sentimentos ou pelo desejo de ouvir uma voz antes de enlouquecer, definitivamente.
          Imagino se eu seria capaz de abandonar meus maiores anseios, meus maiores pensamentos, meus maiores desejos. Afinal, todos eles não passam de ilusões. Mas tenho certeza que não valeria a pena abrir mão disso. Meu coração se aperta ao revistar o passado. Lágrimas desperdiçadas, sorrisos não dados, momentos marcantes, felizes e inesquecíveis, pessoas que não voltarão, momentos que não voltarão. Sinto falta disso. Sorrisos, pessoas. Pessoas que estão somente distantes, pessoas que jamais voltarei a ver, pessoas que preferia banir da minha vida para sempre. Questiono se fiz a coisa certa. Se tomei as decisões corretas, se deveria arrepender-me de algo, se mereço tudo o que tenho. Se conseguiria tomar apenas decisões certas daqui pra frente. Se tivesse a chance de reviver, cometeria os mesmos erros?


          Não é fácil jogar-me na cama e chorar aparentemente sem motivos, até pegar papel e caneta e descobrí-los. Mas de que adianta viver de lembranças e ressentimentos? Não deveria me arrepender, e sim saber ouvir a consciência para não cometer mais os mesmos erros. Não adianta tentar voltar atrás. Porque, irritante e incrivelmente, seguir em frente ainda é o melhor caminho. Apenas viver um dia de cada vez, amando como se não houvesse amanhã. No fim é isso. Não existe melhor saída. Existe você e o caminho que você traçou para chegar até aí.

Nayane Ramoos.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

''Não se acostume....

com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o! ''  - Fernando Pessoa 
Júlia (:
  


quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Solidão.

            A multidão que me circundava, me sufocava, me atordoava, me enlouquecia, me aflingia, como se nada significasse, como se não mudasse em absolutamente nada a solidão que eu sentia. E, a verdade é que não mudava mesmo. Aprendi da pior forma que solidão não é exatamente estar só. Eu estava rodeada de tanta gente, e, me sentia só. Extremamente só. Como se não pudesse contar nem ao menos comigo mesma, como se nem a maior das forças que eu pudesse encontrar em mim fosse suficiente pra me fazer levantar, como se nem o maior vislumbre de confiança já visto acender-se em minha mente adiantasse, como se nem o meu estado mais forte de ser, fosse suficiente pra cessar a solidão incessante que me tomava.Me invadia, sem minha concessão.
           A tela de cinema a minha frente parecia vazia, como se nada transmitisse, seu conteúdo não me atingia. A minha mente estava silenciada, e só breves imagens, repetida várias e várias vezes, eram o suficiente pra me derrubar, a cada instante eu definhava mais, chegando ao fundo do poço, consciente de que deveria ter sempre coragem para enfrentar a mim mesma. Para enfrentar meus própios monstros. Mas, temerosa ao ponto de não o fazer. Temerosa por conhecer perfeitamente o motivo de me sentir assim. Eu chorava internamente, enquanto transmitia indiferença, para evitar perguntas. E, tentava ao mesmo tempo me concentrar, nas imagens e dialógos, que o filme de me apresentava. Mas, para mim, não passavam disso. Imagens e Diálogos, onde não encontrava sentido algum, enquanto minha mente involuntariamente continuava a me massacrar. Maldita tortura pessoal.  
             Tentei me ocupar observando o movimento dentro da sala, mas, desisti, assim que notei cada casal que me rodiava. Eu sabia o que me fazia sentir-me assim. Só não admitia. E, eu era orgulhosa o suficiente para nunca o fazer. Eu sabia que eu era masoquista o bastante para não responder, nem mesmo a mim, o quê ou quem, me aflingia. Era oculto. E seria sempre assim. Quem quiser que deduzisse nas entrelinhas de minhas breves palavras que ecoavam no meu nada interno, o que eu sentia. O que se passava em minha mente conturbada.

Júlia (:



quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

O exílio

           Eu estou fatigada, simplismente cansada. Cansada de acabar sempre no mesmo lugar. De sempre regredir, ou, proguedir, e, no fim voltar para o exato lugar em que estava. Na frente da tela de um computador, resmungando as mesmas idiotices de sempre,pensando na mesma coisa, sentindo o mesmo vazio e falta de confiança em mim mesma. Criando novos problemas,e,me preocupando com os que já tinha.
         Eu sinto falta do mar,de alguma forma, ele parecia lavar minha alma e me tranquilizar por dentro,na exata hora em que mergulhava em seu azul cintilante,como uma espécia de água curadoura. Eu sinto falta do sol, que iluminava e abria horizontes na minha escuridão pessoal. Sinto falta dos estranhos que passeavam na orla, e, isso posso atribuir ao simples fato de eles fazerem parte da bela paisagem. Sinto falta dos sorrisos arracandos dos garotos que passeavam na praia. Sinto falta das risadas dos amigos. Das besteiras. Das brincadeiras. No fim,  eu sinto falta, de não sentir falta do que me estar tão mais próximo e alcançável aqui, ao mesmo tempo em que sinto que está tão mais distante.Seria possível alguém sentir falta de não sentir falta ? Eu acho complicado. Mas, é exatamente assim que me sinto. Complexa.
         Ao mesmo tempo que sinto, que devo estar lá, há algo que me prende, que me sufoca, como se tentasse me dizer que preciso sentir essa falta, como uma placa impossível de não se enxergar, a verdade, é que eu sinto a necessidade do objeto de minha saudade. É como usar drogas, o drogado, é consciente do mal que a droga lhe faz ,mas, sente que aquilo é tão necessário a ponto de escantear qualquer mal que a aquilo lhe cause. Sinto-me assim. Drogada. Incomprendida. Por saber que minhas palavras não beiram meus sentimentos,por saber que assim, ninguém nunca me entenderá. Por saber que mais cedo ou mais tarde, eu terei que decidir, entre me agarrar ao que me faz mal, e me faz '' bem '' enquanto estou perto a este, ou , tentar me despreender, em meu exílio.Meu doce exílio.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Utopia.

            Um mundo bárbaro, é esse, é exatamente esse o mundo em que vivemos, quando eu paro um pouco de me preocupar com meus míseros problemas, comparados a barbaridade dos homens que me cercam, eu vejo, eu vejo que são mesmo míseros problemas. Não há nada exato que tenha me inspirado a escrever sobre isso, porque, é só olhar a minha volta que vou achar mil e um motivos pra falar sobre a violência e crueldade dos homens, que só resulta em uma coisa: Destruição. 
            Eu olho a minha volta, e, o nojo, o ódio, a pena, me dominam. Como ? Por que ? Não há explicação. Eu vivo num mundo, em que o inferno não é exatamente muito distante. Porque, basta você abrir a porta de casa que estará sujeito a morrer naquela mesma hora com uma bala alojada em seu crânio. Porque, basta você dizer algo que não agrade a alguém, e você está imediatamente sujeito a morte. Porque, milhares de mulheres morrem a cada dia no mundo. Porque, eu já me cansei de ver homens brigando na rua, como animais, que não sabem dialogar. Porque as crianças estão privadas de brincarem em paz na rua, devido a violência a que estarão sujeitas. Porque guerras foram travadas, somente pela falta de capacidade do homem em resolver seus problemas decentemente.
            Porque, as pessoas não se toleram, não respeitam diferenças. Sejam elas raciais, ideológicas, sexuais ou econômicas. Porque, a cada dia as pessoas estão mais vingativas. Mais ambiciosas. Corroídas pelo capitalismo crescente. Eu vivo num mundo de loucos. Onde a paz, ainda não passa de mais uma utopia. Vivo rezando, implorando, criando, fazendo, lamentando, agindo, tentando, pedindo para que todos tentem igual. Esperando pelo dia em que, a sociedade vai entender que todos são iguais. Talvez, eu nem esteja fisicamente presente. Mas, em algum lugar,eu saberei, que a paz passou dos meus sonhos para algo real. 

Júlia (:

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Um minuto para o fim do mundo.

          Por vezes olho em volta e sinto a energia ruim que me absorve. De um lado, crianças esqueléticas vestindo trapos velhos e sujos, tentando ganhar um mísero pão ao bater de porta em porta pedindo humildemente. Algumas vendendo balas no sinal, mesmo no sol escaldante e em lugares com péssima higiene. De outro, adolescentes mimados que possuem tudo que quiserem ter, acham que estão loucamente apaixonados por qualquer rostinho bonito e simplesmente jogam as mãos para o alto na justificativa: "Sex, Rock 'N' Roll and Drugs." e saêm por aí afora bebendo tudo o que aguentam até vomitarem no silêncio das ruas em plena madrugada, enquanto seguram o cigarro com outra mão. O pior é que isso é só um exemplo.
          Um exemplo que envolve estupidez, futilidade, ignorância, falta de reconhecimento. Coisas que diariamente percebo em tudo. Desligo-me do mundo por um instante, penso no quanto desejo mais sensatez para essas pessoas, e de repente tudo em minha volta começa a girar. Nada é mais nítido, e todos as minhas complicações somem. Porque elas não chegam nem a ser complicações comparadas ao drama que vivemos hoje. Como é irônico que existam pessoas lutando por uma vida longe do câncer em hospitais enquanto outras estão preocupadas se seu vestido feito de carne está bem ajustado ao corpo.


          Sinto-me conturbada, a esperança restante em mim designada à destruição. Será que ainda podemos salvar o futuro? Uma pergunta que nenhum de nós pode responder. Não falo de aquecimento global ou efeito estufa. Falo de nós um dia não termos tantos motivos para lamentar pela humanidade. Não basta só desejar um mundo melhor. Basta fazer a sua parte pra torná-lo assim. Só atitude. É bem fácil; comece diferenciando o certo do errado e tudo vai ficar bem menos complicado.
Nayane Ramoos.

Confusão

          Um turbilhão de emoções. Emoções que em parte preferiria o mais longe possível de mim, em parte as quero perto. Pra poder agarrar-me a ela com todas as minhas forças e sorrir intensamente até o último minuto. Mas devo lembrar que nem tudo é um mar de rosas? Que toda história tem no mínimo dois lados? E francamente, sempre vou estar no da verdade. Rezo por minhas conquistas, anseio por cometer menos erros, nunca deixo de sonhar. Deifeito ou qualidade? Penso que nenhum dos dois, a menos que você deixe ser ferido pelo orgulho. Ou mesmo pela inocência.

          Há um momento que não posso mais julgar meus próprios sentimentos, pois temo torná-los fracos. Algo em mim faz com que me sinta vazia por dentro, mas ao mesmo tempo completa. Sinto-me madura e vulnerável. Por vezes não sei mais o que pensar. Já cansei de ouvir sempre as mesmas críticas enquanto só consigo repassar em minha mente a cena presente só em minha mente e ao meu ver, mais perfeita para minhas ambições de agora. Já cansei de enganar-me só porque parece ser a melhor saída. Cansei de desistir fácil de pequenas coisas, de não conseguir bons votos de confiança em assuntos que sei que sou capaz. Cansei de sonhar e... Apenas isso: Sonhar. Sem nada que me proporcione vontade de tornar tais sonhos realidade. Minhas obcessões, meus planos, desejos, parecem-me tão falhos ao lado do mundo. Mas é exatamente isso. Porém, é o que sinto. Todos os meus sentimentos, expostos em um livro aberto, pelo simples fato de eu não enxergar motivos para escondê-los.

Nayane Ramoos.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Green Day - 21 Guns

          Esses dias andei escutando bastante o Green Day. Não é de hoje que curto, mas ao ver essa letra refliti bastante e dou o maior valor para ela. Qualquer dia falo um pouco mais sobre a banda e as músicas, mas por enquanto, curtam a música:


21 Tiros

Você sabe pelo que vale a pena lutar?
Quando não vale a pena morrer por isso?
Isso te deixa sem ar
E você se sente sufocado?
A dor eleva-se ao seu orgulho
E você procura um lugar para se esconder?
Alguém quebrou seu coração?
Você está em ruínas
Um, 21 Tiros
Baixe seus braços
Desista de lutar
Um, 21 tiros
Jogue seus braços para o céu
Você e eu
Quando você está no final da estrada
E perdeu todo o controle
E seus pensamentos te assombram
Quando sua mente arrasa com sua alma
Sua fé anda por vidros quebrados
E a ressaca não passa
Nada é feito para durar muito
Você está em ruínas
Um, 21 tiros
Baixe suas armas
Desista de lutar
Um, 21 tiros
Jogue seus braços para o céu
Você e eu
Você tentou viver sozinho
Quando queimou a sua casa e lar?
Você chegou perto demais do fogo?
Como um mentiroso procurando perdão de uma pedra
Quando é hora de viver e deixar morrer?
E você não consegue tentar mais uma vez
Algo dentro deste coração morreu
Você está em ruínas
Um, 21 tiros
Baixe suas armas
Desista de lutar
Um, 21 tiros
Jogue seus braços ao ar
Você e eu.
Nayane Ramoos.

Summer.

            Nesse verão vou correr em direção ao mar e sentir a água molhar minha pele bronzeada, vou observar o saltitar dos peixes no azul profundo do mar, vou molhar meus pés descalços na espuma das ondas enquanto sinto a brisa leve soprar meus cabelos emaranhados, vou sorrir a cada instante sem nenhuma preocupação, vou caminhar pela beira mar enquanto meu pensamento voa para muito além daquele infinito oceano.
                  Vou me importar com quem se importa comigo! Vou conhecer pessoas novas, ou, conhecer melhor pessoas que já conhecia. Vou viver novos amores. Fazer novas amizades. Vou rir muito. Curtir muito. E esquecer das lágrimas que derramei por quem nunca mereceu. Vou assistir a um filme de comédia com os amigos e morrer de rir com piadas idiotas, enquanto nos esbaldamos em uma vasilha de pipoca. Vou observar a escuridão da noite se misturar ao negro do mar. Vou sair pra pescar e voltar sem ter pego nem ao menos experiência, e rir muito disso depois. Vou ver o sol se pôr, e, tentar não sentir sua falta. Ou, ao menos esconder que sinto.
                  Enfim, nesse verão, vou unir a força do vento, aprender com o poder das ondas, ver a luz do sol. E, superar, superar todo mal, todo desprezo, todas as decepções, sofrimentos, lágrimas, dor, desmazelo, arrogância das pessoas, inveja, negatividade, ódio, ciúme, falsidade, deslealdade, arrependimento. Vou finalmente ser feliz! Vou sorrir verdadeiramente, sem ter a intenção de esconder as lágrimas. Vou me sentir livre, assim que começar a correr até a caixa d'água só pra ver a beleza fascinante do sol se pondo sobre o mar, de cima. E vou encontrar força no calor do sol que se combina ao das pessoas durante o verão. Vou buscar palavras e não encontrar quando ver que consegui, então, eu simplesmente sorrirei.  


Júlia (:

Ao meu ver, a coisa certa.

          Aprendi que quando estou triste, não adianta nada olhar para trás. Me arrepender por todo erro, ver o fracasso por trás das palavras não ditas. A decepção cerca-me, as forças vão deixando de serem úteis. Mas é preciso subestimar-se sempre. Quando achar que não é capaz, prove a si mesmo que não há nada que o coração não possa superar. As vezes é necessário pensar que não há limites para a vida. Não faça com que apenas frustrações te provem isso. A vida não se resume a uma única pessoa. É só olhar em volta, você não pode estar tão ruim assim. Tente entender que não é preciso sofrer para evoluir. Talvez um bom auxílio, mas não necessário. Pare de se machucar. Seja apenas você mesmo, supere e sorria.
Nayane Ramoos.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

O ano em que tudo mudou.

            10,9,8,7,6,5,4,3,2,1,0.... 2011 ! Naqueles últimos segundos de 2010, a sensação de alívio me incendiava, fazia meu sorriso se estender quase partindo meus lábios,eu chacoalhava a champnage erguida a minha frente até que desse a hora exata em que chegaria o tão esperado 2011, e ela estouraria.O ano virou.E eram tantos abraços, sorrisos, todas as pessoas desejando feliz ano novo umas as outras.A sensação de dever cumprido me tomou e só podia me sentir de uma forma: Feliz. 
              Feliz pela nova década que se iniciava,feliz pela chance de ter aprendido com os erros que cometi no ano que passou e não cometê-los novamente no ano que se sucedia, satisfeita por ter a chance de conhecer novas pessoas, aprender outras coisas, viver novos momentos, feliz pela chance de novos acertos, por viver novos amores, por sorrir mais, pela chance de ser mais feliz. 

               2010 foi um ano bastante conturbado,foi um ano em que amadureci com meus própios erros,um ano que mudei minha forma de pensar, um ano de decepções constantes,mas, que também me serviram de aprendizado,um ano em que muitas vezes me arrependi por decepcionar a quem eu nunca deveria ter decepcionado, mas, que me fez enxergar o erro e não cometê-lo uma próxima vez, o bom de tudo isso é que pude ver que as pessoas tinham a capacidade de perdoar os meus erros,desde de que eu realmente mudasse.Foi um ano em que me arrependi de discussões que poderia ter evitado,mas, que felizmente não causaram nenhum dano maior. 
                     Apesar de tudo de ruim que me aconteceu, teve também bons momentos, em que pude compartilhar sorrisos, conhecer pessoas que hoje, pra mim, são essenciais, em que pude enxergar quem realmente estaria ao meu lado,SEMPRE, em que pude ajudar pessoas,o ano em que admirei ainda mais minha família, em que pude melhorar como pessoa, enfim, 2010, estará pra sempre em minha lembrança.E, eu o resumiria em uma palavra : Mudança.O ano em que tudo mudou. UM FELIZ ANO NOVO PRA TODOS ! 


Júlia (:

domingo, 2 de janeiro de 2011

Lavar a alma.

          Não preciso de nada escandaloso para chamar algo de perfeito. Meu conceito de perfeição é variado. Posso dizer que tenho amigas perfeitas, quando na verdade, são as imperfeições e as diferenças entre elas que as tornam assim. Mas não há nada melhor do que a perfeição que é o contato com a natureza. Esses dias, mais precisamente no sábado, estive acampando. Acampar é mais do que amarrotar-se em uma barraca, com risco de ensopar-se durante o sono pela chuva e esperar sua vez para ir ao banheiro. Nada disso importa quando você olha a paisagem belíssima. O barulho relaxante da água corrente na cascata, a grama bem cortada fazendo cócegas sob seus pés descalços, a brisa leve entrando em cada fenda de sua cabeleira solta. Inicialmente, o que vêm na minha mente é: Obrigado, Senhor, por fazer com que eu esteja aqui agora. E depois, percebo que nenhum outro lugar vai me fazer refletir com tanta paz como aquele. Entro por debaixo da cachoeira, a água fria como gelo caindo sobre minha cabeça, embaraçando meus cabelos e deixando-me surda para o mundo. Penso em tudo que posso imaginar nos poucos segundos de sossego que tenho, desde a sorte que possuo em ter essa vida até os desejos mais súbitos que me vem a cabeça.
          Acho que todos nós precisamos de momentos assim. Não necessariamente da água embaraçando os cabelos, mas minutos de tranquilidade. Afinal, quem consegue pensar direito de cabeça quente? Nós estamos em uma corrida constante. A esperança sendo a última que morre, fazendo-nos lutar e lutar por objetivos mais importantes do que qualquer outra coisa. Evitando que a desistência passe sobre nossos pensamentos. Sonhando sem desistir. E se nunca dermos uma pausa, para olhar em volta e ver no que estamos nos metendo, talvez nunca consigamos fazer isso direito. Assim, estariamos somente sobrevivendo, não vivendo. E convenhamos, que graça isso teria? A vida não é feita para se viver? Pare e reflita sobre suas escolhas, sobre o que te satisfaz e sobre o que você fala. Apenas algumas vezes, faça isso e você verá tudo com olhos mais abertos.


Nayane Ramoos.