sexta-feira, 22 de abril de 2011

Tempo, o cruel e doce tempo.


          Não sei mais o que fazer para que dure, não sei mais como suportar a dor, a ânsia e a angústia. Cada momento que eu pensei que seria eterno, hoje são só embaçadas recordações, porque o resto, o tempo levou aos poucos. Aliás, o tempo é uma coisa engraçada. Acho que torna-se assim por ser tão relativo. Cada um sabe do seu próprio tempo, e não cabe a você julgar o certo e o errado. Cada um sabe de suas próprias incertezas, dos seus próprios medos, acumulados pelo tempo, cada vez mais perto do limite. 
          E aquelas pessoas queridas, e aquele sorriso caloroso, e aqueles momentos tão inconsequentes e incríveis, onde estão todos eles? Tenho medo de que, amanhã não possam ser considerados nem mesmo boas lembranças, de tão vagas que serão. 

Nayane. 

2 comentários:

  1. "Cada momento que eu pensei que seria eterno, hoje são só embaçadas recordações, porque o resto, o tempo levou aos poucos."

    O tempo, que pode ser tão bom e levar as lembranças ruins com ele, trazer as melhores pessoas e deixar as melhores lembranças, também pode ser cruel, frio e doloroso. That's life. Parabéns pelo modo como escreveu o texto, Nay.

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  2. Disse pouco e disse tudo, C. Fico feliz por ter se identificado, e agradeço pelo elogio! Obrigada.

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