Estou com saudades de algo que nunca tive, e preciso aceitar isso da pior maneira possível. Tento fazer-me entender, mas meu corpo recusa as explicações. Aconteceu porque tinha de ser assim, apenas isso. Ou pelo menos, é o que eu tento acreditar. O que eu falo para mim mesma, na tentativa de que isso baste. Mas esse argumento não é o bastante, ah não. Eu penso em todas as possibilidades, e nada me vêm a cabeça. Nada é suficiente para que eu entenda que não há mais volta. Não importa o quanto eu lute, o quanto eu sorria mesmo sem felicidade, eu ainda não posso aceitar isso, porque a saudade me corroe por dentro.
Entre lágrimas e sorrisos, entre sonhos e pesadelos, me dou conta de que vivi momentos mágicos. Que possivelmente não retornarão. Pelo menos não da mesma maneira. Não observando da mesma perspectiva. É confuso até para mim. Tento recuar, mas você está sempre ali, me observando de longe, deixando-me embaraçada, como sempre. Mas eu não posso ouvir o coração. Porque se eu o fizer, irei me magoar. Entretanto, não posso ouvir a razão. Tenho medo de que afastar-me definitivamente da sua vida me faça sofrer mais do que se você dissesse que tudo nada significou. E eu estou a um ponto, que, apenas vivo. Sentindo saudades a todo instante, rindo quando devo rir, agindo impulsivamente. Não estou apenas sobrevivendo, me sinto feliz do meu modo. Mas, não nego que no fundo desejo que algumas coisas sejam diferentes.
Nayane Ramoos.

Nenhum comentário:
Postar um comentário