quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

A arte de escrever

            Escrever. Ah, como é bom escrever. Relatar pensamentos, sentimentos, escrever sobre minhas dores, fraquezas, amores, dúvidas. Ou, até mesmo escrever sobre as dos outros. Relatar idéias insanas, ou, reais e concretas até demais. Criar minhas próprias histórias, dar vida a certos personagens que vivem em minha mente, criar o mundo como eu desejo, desenhar novos rostos, e , lugares, apenas com a força e intensidade das minhas nobres palavras. 
           Buscar a luz, a compreensão, a voz, a força, a mão, das minhas palavras. Chamem-me de louca. Posso até ser mesmo. Mas, posso achar a voz que me compreende, a mão, que me segura, nas minhas próprias palavras, no meu próprio pensar, tiro isso, porque, quando estou mal, só me resta escrever. O remédio mais rápido para dor na consciência. Como se fosse terapia. Quando escrevo, posso sentir minha mente colher o que há de melhor em mim, mesmo que nem eu mesmo saiba, que sim, há algo assim no meu inconsciente. Quando escrevo, enriqueço a mim mesma. Me instruo. E, sinto o peso que antes me sobrecarregava ser retirado assim que expresso o quão ele era doloroso. Quando escrevo, compartilho a alegria, e, posso estar mais feliz ainda, por saber que vou distribuir há mais alguém a minha felicidade, através, mais uma vez, das minhas palavras. Assim, como quando amo, posso amar ainda mais, assim que escrevo sobre esse amor. Quando escrevo, sinto que não há nada mais para sentir quando o faço além de prazer e orgulho, em estar escrevendo. 
            Amo palavras. Na verdade, talvez essa seja a frase certa. Dizem que as imagens valem mais que mil delas, mas, isso não faz com que eu as ame menos. Amo a forma como posso construir a própia imagem em minha mente através delas. Como mágica. E, no fim, quando as escrevo, sinto que é isso mesmo, mágica. Sem sombra de dúvidas. Acho tão lindo, o descrever dos sorrisos, das lágrimas, da dor, do amor, dos sentimentos em geral, dos rostos, belos, ou não. Das paisagens, exuberantes, ou, nem tanto assim. A forma como cada um surge lentamente, a medida que vou escrevendo. Amo a forma, como mesmo sendo um texto meu, não tenho nem noção do que virá a seguir, amo a forma de como ele simplesmente surge de alguma parte de mim. No fim, se você quer estar bem, escreva. Somente isso basta. 

Júlia (:
              

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