''Tal como uma planta eu preciso do sol, eu preciso do seu brilho, da sua força e da exuberância evidente nos seus raios ao inciderem em qualquer lugar que seja, porque é justamente isso que é o amor, trás a beleza aos lugares mais inóspitos e frios do seu coração, mas, assim como o sol, ele pode queimar, doer, corroer, machucar, ferir, mas, ferir tão forte que a dor chega a ser insuportável, repugnante, traumática. E é dessas dores que partem meu medo, me sinto frágil, só de pensar nos fortes raios eu sinto o latejar das feridas, o ardor das queimaduras, diferentemente de antes, eu não consigo me ver iluminada por estes raios.
Talvez, logo eu, que nunca gostei da monotonia, a prefira do que amar.
Talvez eu acabe me forçando a optar pelas tardes monótonas onde eu não tinha ninguém em quem pensar, talvez eu escolha o vento gélido soprando a minha face ritmadamente, do que o sol iluminando e me queimando ao mesmo tempo, por mais que eu goste da luz, as queimaduras não são agradáveis. E então, eu já sei o que escolher. O problema, lembro-me, é que eu não posso escolher entre manhãs quentes ou tardes monótonas, mesmo o coração sendo meu, eu não posso escolher, o que é tão injusto que chega a me doer um pouco mais, vou ter que ser queimada, machucada e ferida, e, eu nada posso fazer. ''
Júlia
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