Cada vez mais confino-me e guardo-me para mim mesma, com belas lembranças por consumir-me. De vez em quando lembro-me de você com clareza. Mentira minha, lembro de ti o tempo todo. Lembro de você enquanto caminho na praia, sendo banhada por aquela imensidão azul. Lembro de você quando a música que tomei por nossa toca na rádio, e traz-me a tona todas as lembranças que vinha tentando reprimir por um bom tempo. Lembro de você quando vejo algo que você gostaria. Quando fito o céu escuro, sem motivo nenhum, e todas aquelas estrelas brilham como meu olhar ao cruzar o teu. Lembro de você quando estou tomando meu café a beira da madrugada e recebo um torpedo inusitado. Lembro bastante de você.
Mas não é isso que me surpreende. Veja bem, outro dia estava caminhando por qualquer lugar, e vi um casal trocando pequenos sorrisos, pequenas carícias, os rostos a se buscarem a todo momento. Era bonito, sabe. Não era como aqueles casais de TV que só se interessam pelo que o outro tem a oferecer. Era mais real. Era verdadeiro. Era como nós. Eles não pareciam esperar qualquer coisa um do outro, porque eles não precisavam de outra coisa. Eles pareciam-me o tipo de casal que dariam tudo pelo outro, mas preferiam, modestamente, deixar esse fato oculto e viver o belo presente. Por que nós não vivemos o presente? Por que nós deixamos acabar? O que foi que nós fizemos com todo aquele amor? Só eu sei o quanto não poder mais acolher-me no teu abraço dói.
Mas não é isso que me surpreende. Veja bem, outro dia estava caminhando por qualquer lugar, e vi um casal trocando pequenos sorrisos, pequenas carícias, os rostos a se buscarem a todo momento. Era bonito, sabe. Não era como aqueles casais de TV que só se interessam pelo que o outro tem a oferecer. Era mais real. Era verdadeiro. Era como nós. Eles não pareciam esperar qualquer coisa um do outro, porque eles não precisavam de outra coisa. Eles pareciam-me o tipo de casal que dariam tudo pelo outro, mas preferiam, modestamente, deixar esse fato oculto e viver o belo presente. Por que nós não vivemos o presente? Por que nós deixamos acabar? O que foi que nós fizemos com todo aquele amor? Só eu sei o quanto não poder mais acolher-me no teu abraço dói.
Nayane.





