Preconceito linguístico, é este o mais novo assunto do momento. Marcos Bagno foi quem desencadeou a onda de discussões em relação a variação não-padrão da língua portuguesa, ao lançar o livro ‘‘Preconceito linguístico’’. Nesta obra ele faz uma crítica aos gramáticos tradicionais e as pessoas que utilizam a norma culta, alegando que, ao julgar errado a escrita de por exemplo a palavra: Saldade. Estaríamos praticando o tal preconceito linguístico.
Não sou a favor de julgar pessoas pela forma como elas escrevem, mas, não posso deixar de enfatizar que não me trás felicidade vê-la escrever: ‘‘Saldade’’ – o que não quer dizer que eu não vá gostar dela por isso – a questão é: Se formos deixar de lado a gramática, e, passar a aceitar as variações da língua falada na escrita seria quase o mesmo de dizermos: ‘‘Atenção, não teremos mais aulas de português nas escolas, pois, um analfabeto, ele sabe sim a língua portuguesa, e, o que é que tem se os profissionais de hoje em dia utilizam a palavra seje em vez de seja? Grande coisa! Isso é só a variação não-padrão da língua portuguesa, ela deve ser sim aceitada.’’
Não falo de julgar caráter através da escrita. Longe de mim fazer isso. Só não é correto tornar mais fácil a língua portuguesa por conta da deficiência na educação brasileira, se tivessemos boas escolas, será que teríamos que agora discutir o fato dos gramáticos aceitarem ou não o português não-padrão? É óbvio que não. Porque as pessoas saberiam falar português. Não é difícil de entender. Se fosse para escrever da forma que soubessemos - aceitar as variações individuais da língua portuguesa – era melhor que não existisse gramática.
Porque regredir uma língua quando o que deveríamos fazer era proguedir com ela? Por isso que o Brasil não vai para frente. Em vez desses malditos políticos estarem preocupados em melhorar a educação PARA TODOS eles vão acabar por facilitar a língua para resolver o problema. Tudo isso porque eles enchem seus bolsos de dinheiro para gastar com suas viagens ao exterior, em vez de estarem preocupados com os semi-analfabetos que cursam o terceiro ano do ensino médio numa escola pública.
Preconceito linguístico envolve a questão de educar essas pessoas e não de aceitar numa redação o fato de alguém escrever saldade e não saudade, ou até mesmo deixar passar em branco alguém que fala seje e não seja, não acredito que a solução esteja aí, só porque é mais fácil simplificar o português, e, não educar essas pessoas, vamos escolher este caminho? Por mim não. Vamos educar, e, não aceitar de braços cruzados o fato das pessoas não saberem falar português. Vamos resgatar o verdadeiro português. E não simplismente simplificar a língua como desculpa para combater o preconceito. Quando houver educação, eles vão ler, vão falar bem, escrever bem, e, talvez vivamos um país onde não será necessário regredir com a sua língua para que eles não sejam julgados por não falar a norma-padrão, no ritmo que vamos, acabaremos num país onde a desigualdade social nunca mudará, quem tem educação formal, manda nos pobres operários sem educação. Isso aí queridos linguistas e governantes, construam o nosso país de maioria operária.
Júlia (:
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