quinta-feira, 31 de março de 2011

Só por hoje

Só por hoje eu não quero mais chorar
Só por hoje eu espero conseguir
Aceitar o que passou o que virá
Só por hoje vou me lembrar que sou feliz
Hoje já sei que sou tudo que preciso ser
Não preciso me desculpar e nem te convencer
O mundo é radical
Não sei onde estou indo
Só sei que não estou perdido
Aprendi a viver um dia de cada vez   

 Renato Russo










Júlia (:

segunda-feira, 28 de março de 2011

Sonhos de uma noite de verão.

"Há quem diga que todas as noites são de sonhos.
Mas há também quem garanta que nem todas, só as de verão. No fundo, isto não tem muita importância.
O que interessa mesmo não é a noite em si, são os sonhos. Sonhos que o homem sonha sempre, em todos os lugares, em todas as épocas do ano, dormindo ou acordado". 
William Shakespeare.  




Nayane Ramoos.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Muda

            Não sei porque exatamente, ou talvez, eu saiba, só não esteja entendendo muito bem para explicar, mas, de certo tempo para cá pareço ter perdido total apitidão para escrever posts clichês. OK, talvez ser muito clichê não seja bom, mas, eu gostava da sensação de descarrregar tudo que eu sentia por tal pessoa, ou descarregar meus sonhos mais piegas e impossíveis num post. Era um registro dos meus sentimentos, não que explicasse muito bem eles, mas, de alguma forma, fazia parte do que eu sentia, e, o melhor era poder mostrar isso para todo mundo, era muito mais um desabafo do que qualquer outra coisa. 
           Não sei o que mudou. Até porque, se mudou foi tão lentamente que nem pude notar. Num passado muito próximo, as folhas do cardeno eram as minhas maiores aliadas na escrita de meus mais doces e infantis sonhos, aqueles que hoje leio e sinto falta do dia que tive palavras para ao menos arriscar descrever. Hoje, quando alguma coisa me abala mentalmente a primeira coisa que faço é passar um longo rascunho, com coisas que fazem sentido, e, outras que não, em minha mente, depois, o próximo passo seria pegar a folha ( hoje em dia eu faço até passo à passo pra ver se sai alguma coisa ), e, então escrever, mas, assim que tento as palavras não saem, e, parecem que nunca existiram, tudo evapora, como água num asfalto quente durante o  sol de rachar do meio dia. 
           Nada me irrita mais do que aquela folha em branco bem na minha frente, com tudo que se passa na minha mente, e, eu não consigo mais registrar. Não da forma como gostaria que fosse. Quando sai é algo tão sem noção, mais tão sem noção, que eu acho que eu estava tão maluca pra escrever meus verdadeiros sonhos clichês, que devo ter escrito os de uma garota de 7 anos, que sonha com aquele garotinho que só pensa num maldito video game, e, que só a despreza. É tão rídiculo, que as vezes eu nem tento mais, sabe ? Eu simplismente pego a folha, muito indignada ( isso é sempre ) e, desenho algumas daquelas minhas bonecas muito feias que as pessoas olham e perguntam  : '' O que é isso ? '' E eu : '' Acho que deveria ser uma garota. '' 
        Caramba, tudo que eu queria era conseguir desabafar em palavras, como sempre fiz, aqueles certos sonhos idiotas que todo mundo tem,  pode não parecer, mas, eu também os tenho! Só queria ter coragem de encarar que é assim, e, que não importa quais consequencias possam trazer, só preciso dar o braço a torcer , distinguir, e, dizer o que sinto. Mas, não sai. Tudo se acumula dentro de mim. E, eu finjo que posso suportar todo o peso dos meus sentimentos (que eu nem se quer destinguir sozinha sei). Só que, é mais do que racional afirmar que : Se eu for enchendo uma piscina que comporte 9000 litros de água sem parar, um dia, ela transborda, então, a situação não será nada boa. Sei que de alguma forma, tenho que começar a escrever, ou, então, só falar ( sem ser para mim mesmo ) , o que sinto. Só isso. Antes que eu transborde com os litros de todos os meus sentimentos, frustações, sonhos clichês, e, não sei mais o que que haja dentro de mim. Antes que eu me sinta mais só do que já me sinto, com exeção de quando leio, ou escrevo sobre algo bem longe da minha vida, eu me sinto só. Como se mil e uma pessoas me rodeassem, mas, elas fossem todas surdas, ou melhor, como se eu fosse muda, enfim, eu me sinto só, como se vagasse pela cidade das frustações e dos sonhos, e, não entendesse nenhum, como se num mundo desconhecido eu não pudesse perguntar a ninguém para onde ir, porque as palavras não sairiam. Perdi a voz quando mais precisava dela. Só me restava observar tudo de cima, e, sentir o que tivesse para sentir, esperando a hora em que minha voz voltaria.   



Júlia (:

quarta-feira, 23 de março de 2011

Coração conturbado.

Meus planos incluem te convencer a voltar. Eu não sei como, mas eu pretendo recompensar o tempo perdido, os sorrisos que não demos. As oportunidades não aproveitadas. Porque eu não conhecia a dor. Eu não previ o que sentiria. Se eu soubesse... Bem, as coisas teriam sido bem menos complicadas. Eu poderia ter facilitado tudo, ou simplesmente ter dito o que eu queria dizer. De que me adianta, agora, falar que sinto sua falta?  Que cada pedaço de mim, anseia seu toque, que meu coração dispara só de pensar em te ver outra vez, que meus sonhos tornaram-se uma estação até você? Nada mudou depois que você foi embora. Não pra mim. Se eu puder fazer qualquer coisa pra te ter outra vez – se é que um dia eu te tive – me fale, e eu farei. É uma promessa, não são apenas palavras vazias.

Nayane Ramoos.

sábado, 19 de março de 2011

Sim, querer é poder!

          Gosto sempre de pensar que querer é poder, as vezes, sinto que isso até me atrapalha, posso querer tanto algo, que chego a perder a noção de que nem sempre temos o que queremos, sou mal interpretada, e, julgada por ser alguém mimada, e, que não aceita que nem tudo é como a gente quer. Que na verdade, não é assim que penso. Mas, a questão é: Falo de coisas que dependem única e exclusivamente de nós. Que, o poder, só depender do querer. O que não acontece em situações que envolvem muitas outras pessoas, embora, isso não nos impeça de tentar. Pelo menos não em minha opinião. 
          Falo de se determinar, de saber que você pode, e, só você pode, a velha frase ''Só depende de você'' é exatamente disso que falo. De saber que o que você pode em relação a si mesmo é ilimitado, que o seu querer, se este não envolver opiniões de mais ninguém, é sinônimo de poder. Acho que fazia um tempo que queria postar sobre isso. Só não sabia como expressar exatamente. Já que sempre tive uma tendência de correr sempre atrás de tudo que quero, já que sempre tive noção suficiente de realidade pra saber : Nada cai do céu. Quando digo nada, não estou sendo exagerada, é nada mesmo. Nem o próprio Deus pode fazer milagre se você não quiser, não abrir o coração. Então, como você espera que outras coisas muito inferiores a ele caiam do céu, meu querido (a)?  
              Veja bem, não quero falar mal de ninguém, até porque, nem tenho esse direito. Mas, o fato, é que é tão indignante, e, frustrante, assustadoramente irritante, que, eu sinto a necessidade de falar sobre isso. Eu simplesmente estou farta de ver, um monte de adolescentes ouvindo a sua boa música (mesmo que ela seja boa mesmo), lendo um livro qualquer, brincando com os estudos, e, totalmente crente de que a concorrência não é tão grande assim lá na frente, totalmente crente de que vai se garantir no vestibular, e, que não se garantir está tudo bem, tem a vida inteira pra tentar, e, ainda tendo a completa falta de noção de rir de quem se preocupa. 
          Sinto lhes informar, sinto lhes tirar de sua doce fantasia, mas, torno a dizer, nada vem de mão beijada, nada cai do céu, seja lá como for, tudo só se obtém com muito, falo de muito mesmo, esforço, você sempre terá de abrir mão de algo. E, sempre terá alguém na sua frente. Sempre. Sempre vai ter alguém, e, não é alguém, são várias pessoas, que, estão bastante preocupadas com isso. Que, estão determinadas a isso. Que conhecem seu poder. Que querem, e, vão ser as melhores. Você provavelmente está olhando torto pra tela do computador agora, imaginando como alguém pode ser tão animal assim, como alguém pode ter tanta sede por ser o primeiro, exatamente como na selva. Mas, no fim é isso. A lei da selva : Vence o melhor, e, o melhor é obviamente o que sabe seus poderes, e, que ainda assim não se limita a eles, os ultrapassa, busca sempre a perfeição, busca sempre ser melhor. Me diga, sinceramente, se você achar um defeito em você e saber que ele lhe faz muito mal, você tenta mudar não é? A não ser que você seja, desculpe a expressão mas, não vejo outra que descreva melhor, hm, burro, pra não mudar. É como reclamar que está engordando, chorar, sofrer, e, não ter a menor noção de que: Só depende de você, meu bem. O que quero dizer é: Se você pensa como os adolescentes ou, até mesmo adultos, porque não se adéqua só a situação do vestibular, você não sabe o quanto vale o seu querer, você não sabe usar sua inteligência, porque, seja quem for eu sei que possui, mas, se soubesse estaria eternamente buscando mais limites, ou seja: Estaria eternamente os ultrapassando. Você, que, faz isso, consegue milagrosamente converter toda a sua inteligência em burrice. Querido (a) leitor, você não sabe o quanto sua mente, o quanto o seu poder, se você quiser, é ilimitado. Determine-se. Desde de que, consiga tudo eticamente. Tudo você pode. Tudo. 

Júlia (:


No fim da fantasia.

          Não compreendo meus próprios sentimentos. Sinto desânimo. Saudades. Tristeza. Mas há algo mais. Será a intensidade arrebatadora em cada um? É profundo. E silencioso. Acompanha minha monotonia, abalando-me e deixando pequenos rastros. Rastros estes, marcados pelas melhores lembranças, pelos melhores pensamentos. O problema é que eles são apenas isto: Rastros. E formam um buraco negro enorme que pode ser convertido em dor, desilusão, coisas abstratas e principalmente, saudades. Saudades de tempos que não aproveitei, de coisas pequenas que eu sei que não voltarão a acontecer. Esse pensamento te assombra e te entristece. O buraco negro em seu peito só cresce mais a cada verdade, engolindo as alegrias e deixando seus piores medos. Transforma o que poderiam ser ótimos desejos e recordações em ansiedade para coisas que nunca acontecerão.
          Você tenta afastar a realidade de si, para que por um único momento sinta o sorriso vir fácil aos lábios, mas só o que consegue é trazê-la mais para perto. As coisas boas e importantes fogem do presente e de um futuro próximo, forçando-me a viver do passado. Para cada boa recordação, um sorriso arrancado pelas apunhaladas da percepção da realidade. Traída por meu lado sóbrio. É como me sinto.


Nayane Ramoos.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Até onde vai a eternidade.

          Não sei se estava deixando transparecer meu medo, meu nervosismo e minha dúvida, mas esperava que não. Na verdade, não sei se estava deixando transparecer qualquer coisa. O que importa é que, ali estava eu, prestes a tomar a decisão da minha vida, e ainda sim, dando prioridade aos amigos. Virei-me para trás, rapidamente, apenas para ver o medo estampado no rosto de Annabeth. Eu odiaria perdê-la. Seria pior que qualquer lâmina de bronze celestial que já existira. Lembrei-me de nosso primeiro e último beijo, selado na porta da morte, apenas para o caso de que não sobrevivéssemos. Na época eu sentira ira, por não poder aproveitar mais a oportunidade de finalmente poder dizer que a amava, e também sentira paixão. Uma paixão tão poderosa que faria Aphrodite ficar atônita. Paixão esta que me fizera ter forças para seguir em frente e prometer a mim mesmo que sobreviveria. Mas agora era diferente... Era mais como um desejo súbito de ficar ao seu lado para sempre. Não consigo dizer se era apenas o medo que me cegava, mas no momento, enfrentar uma dúzia de pessoas com poderes sobrenaturais e provavelmente ser liquidado antes mesmo de conseguir dirigir-lhe uma palavra me parecia uma escolha melhor que render-me e deixá-la para trás.
          Suspirei. De repente, meu cadarço desamarrado parecia um ótimo objeto para olhar. Sentia-me constrangido por estar recusando um presente tão bom e generoso - a imortalidade - por causa de uma garota. Mas eu sabia que ela não era apenas uma garota. Era a garota que eu amava. A garota mais valente e sábia que eu já vira na vida. E ela nunca, nunca pensara em me abandonar, e eu não podia ignorar esse fato. Afinal, até aonde vai a eternidade? Se preciso for, que minha vida passe. Que eu me forme, case, tenha filhos, sinta orgulho de pequenas coisas, enrugue e morra. Aposto que é melhor do que ver tudo e todos a quem ama morrendo aos poucos na sua frente. Eu queria ficar. Queria mesmo. Nunca morreria, seria super-poderoso e um adolescente bonito e charmoso para sempre. Mas então, outra vez eu a fitei. Eu não a deixaria só. Nunca. Sorri.
          - Sinto muito, meus deuses, mas eu tenho uma garota para amar. Não posso virar um deus imortal e super-poderoso.
          Sendo assim, fiz uma cortesia rápida com a cabeça, e com um orgulho delicioso que jamais sentira, andei até ela, a garota que tinha destruído ou salvo a minha vida, a beijei com alegria e fomos juntos até o elevador, para descermos do sexcentésimo andar e encararmos a devastada Manhattan que tínhamos protegido tão bravamente. Apenas Aphrodite me defendia. 


P.S.: Post que poucos entenderão. Esta é a minha fantasia resumida sobre o final do último Percy Jackson e Os Olimpianos. Aos que compreendem, espero que gostem.

Nayane Ramoos. 

sexta-feira, 11 de março de 2011

Um mundo infinito para nós, amigos potterianos.

          Eu comecei a ler Harry Potter com uns sete anos de idade. Meu pai tinha todos os livros da saga (que na época eram só cinco, se não me engano) e eu resolvi ler, pois adorava os dois filmes que já tinha visto (na época só tinham dois). Quem me conhece sabe que eu sempre fui um pouco mais adiantada do que o normal para minha idade, e ainda sou. Então, vocês devem imaginar que não demorou muito para eu me apaixonar loucamente por aquele mundo tão estranho e ao mesmo tempo tão atraente. Era um mundo com castelos, pedras filosofais, basiliscos, diários misteriosos, vassouras voadoras de várias marcas, corujas usadas como correios, varinhas que te escolhiam, plataformas que existiam só depois que você as atravessasse, quadros que se mexiam e conversavam com você, fantasmas em banheiros, refeições totalmente fartas, cães de três cabeças, alçapões perigosos, meios-gigantes bonzinhos, pomos de ouro engolidos, professores de poções sinistros e apaixonantes, jogos de xadrez gigantes, capas invisíveis, espelhos que te mostravam exatamente o que você queria ver, elfos domésticos adoráveis, plantas que gritavam, lordes malucos que te ameaçavam com sangue nas paredes, primos porcos, tios mais porcos ainda, e tudo o mais. Que criança de sete anos não iria gostar de tudo isso?
          Então eu comecei a ler loucamente, a assistir aos filmes sempre que podia (o que era bastante coisa, já que eu não era exatamente ocupada) e a olhar as personagens com tal admiração que chegava a ser espantoso. E depois, vieram mais. Muito mais. Vieram os filmes e o restante dos livros, e eu nunca me cansava de ler e reler, assistir e assistir de novo. Eu já estava tão apta a leitura que passei a ler livros da grossura da Ordem da Fênix em três a cinco dias, e eu tinha entre nove a dez anos no máximo. Harry Potter me ensinou a ver o potencial do amor. Me ensinou a admirar a mágica, porque sempre há mágica, mesmo que ela não apareça. Me ensinou a ser fã com orgulho. Sim, me decepcionou quando percebi que não receberia minha carta de Hogwarts, mas isso não foi nada comparado ao meu amor pelos meus ídolos, ainda que eles não existissem na vida real. Harry Potter é, para mim, uma grande parte de mim. Meus sonhos, meus pesadelos, meus anseios, minhas incertezas, tudo exposto com palavras de outra pessoa, para um público enorme.
          Mas, meus caros amigos potterianos, a J.K. Rowling não construiu esse império em vão. Nós não vamos deixar HP ter um fim. Nós a honraremos, a faremos ter puro e intenso orgulho de quando resolveu escrever um simples "universo interior", como a mesma descreveu. Você pode estar achando loucura da minha parte, e é porque deve ser mesmo. Mas eu tenho um propósito firme. Harry Potter não pode acabar, e não vai. Não deixaremos nosso mundo fantástico porque fãs de Crepúsculo acham que são melhores do que nós com suas presas metedoras de medo. Nada contra a saga. Na verdade eu até gosto dela. Mas o que eu não entendo é porque seus fãs (ou posers) insistem tanto em passar por cima de nós, em serem melhores do que nós só por causa da porcaria de lugar mais alto na bilheteria, ou sei lá o que. Harry Potter não se resume a um lugar na bilheteria, ou ao maior número de fãs. Nós tivemos sete livros de muito, muito amor, e nós não iremos abandonar isso agora. Nossa autora preferida não trabalhou arduamente por dezessete anos para outras séries chegarem tentando ser melhores que nós e nós não fazermos nada para impedir isso. Nós somos fãs. Nós iremos até o fim. E nós faremos nunca ser necessário um fim.

Nayane Ramoos. 

Acolhida por livros.

         A claridade irradia o ambiente, os livros estão distribuídos separadamente por gêneros, duas poltronas e uma mesinha estavam postas na parte de cima, o silêncio, as prateleiras e prateleiras de puro conhecimento, diferentes histórias de vida, e, eu podia participar de qualquer uma que quisesse, podia rir das piadas mais sem graça de certos livros, podia chorar com o drama de personagens de que tive a maior vontade de materializar  na minha frente, em prova da tamanha admiração que sentia por ele, podia estar maravilhada com o romantismo de uma linda poesia, e, sair só quando quisesse. Estranho não ? A forma como sinto-me bem recebida como se centenas de livros saudassem-me sorridente '' Bem-vinda, participe do que quiser, sinta-se a vontade ! '' Na verdade, isso é sim estranho, pelo menos eu acho que deve ser exatamente assim que vocês estão pensando.  
             Mas, é fascinante ! Pelo menos para mim, não consigo nem pensar em não ler, em não ir a uma livraria, em não namorar os meus livros preferidos nas prateleiras, até que eu não resista e o compre, mesmo tendo uma razoável quantidade de livros esperando para serem lidos em minha estante. Acho esplendida a sensação de acolhimento que posso sentir assim que entro em uma livraria, o cheiro dos livros novos, a maneira como eles me atraem até que eu finalmente analise seu conteúdo, e... E, eu posso até perder as palavras, quando nada que eu diga traduz a sensação. Parece doentio, fanático, até demais, mas, não posso evitar, se sou fã de algo, esse algo são mesmo os livros, a maneira como eles me contam as coisas, como eles me ensinam, como eles me fazem companhia, me entretem, me fazem rir, a maneira como é completamente aconchegante estar em meio a eles, como se nenhum lugar no mundo fosse mais tranquilizante.  
             E, é verdade mesmo. Nenhum lugar no mundo é mais tranquilo, onde dá pra você ouvir seus pensamentos e dos outros. Um de cada vez ou até tudo ao mesmo tempo. Mesmo sendo um lugar frenquentado por muita gente, é onde sinceramente o estresse da sociedade parece não me atingir, a correria do dia-dia, é vetada, por novas histórias, novos rostos, novos ideais, novas filosofias, com as quais posso concordar ou não. É onde posso odiar e amar, e, isso não vai me afetar em nada, é onde provo dos meus sentimentos, e, tenho a certeza de que eles só me farão bem. Livro é sinônimo de saber. Portanto, eu os aconselho, queiram sempre saber, queiram sempre ler !

Júlia (:

quarta-feira, 9 de março de 2011

Vamos celebrar a estupidez humana!

            Homem: Indivíduo dotado de inteligência e linguagem articulada, bípede, bímano, classificado como mamífero da família dos primatas, com a característica da posição ereta e da considerável dimensão e peso do crânio. Isso é o que o dicionário diz sobre a espécie humana. Até ontem pela manhã, eu hesitava em concordar, mas no fim aceitava o conceito de forma passiva. Hoje, não posso dizer a mesma coisa. Será mesmo que somos nós dotados da inteligência narrada neste conceito? Daí você pensa "Que burra, ela está questionando algo óbvio, e mais que provado pela ciência." Talvez.  
              
            
            O que quero dizer é: Por mais que eu saiba que sim, somos racionais, muitas vezes, ou melhor, quase sempre, eu insisto em pensar que não. Me diga, sinceramente, como seres racionais conseguem ser tão estúpidos? Como seres racionais, conseguem, sem nenhum esforço ou grandes motivos, parecerem mais burros que o meu cachorro de estimação? Meu Deus, eu lhe peço, me diga como! Acho que esta é uma pergunta para qual será necessária mais do que minha vida inteira de filosofias. Talvez, ninguém no mundo saiba explicar, porque é algo tão indignante e absurdo, que palavras não bastam, que pensamentos e reflexões, por mais puros e inteligentes que sejam, jamais entenderiam tamanha burrice. Eu me pergunto diversas e diversas vezes, como o ser vivo (conhecido) mais inteligente do universo, consegue ser tão burro? 

               



            Exemplos? Acho que não faltam. Só saia na rua, e, observe, você vai chegar em casa com bastante burrice pra narrar. Ou melhor, assista ao noticiário. Acesse trinta minutos de internet. Você vai ver mortes por conta de um som. Brigas e ameaças por conta de um carro que impeça sua saída. Você vai ver um bando de adolescentes inconsequentes bebendo num bloco que passa na sua rua. Você vai ver muita gente, mas, muita gente mesmo, com o nível de futilidade que vai lhe deixar com uma vontade tremenda de vomitar. Você vai ver riquinhos sem juízo provando droga pra matar a curiosidade. Você vai ver guerras civis. Você vai cansar de ver, vai criar uma vergonha tão grande da raça humana, que vai valorizar muito mais uma barata. Mas, antes que você pense que tudo está perdido, eu posso lhe trazer a feliz notícia que não. Existem pessoas boas, por mais raro que seja. Existe esperança de que, um dia, por mais tarde que seja, todos poderão sorrir satisfeitos, e, celebrar finalmente a verdadeira inteligência dos homens.

Júlia (:   

Todos tão diferentes e tolamente parecidos.

          Esses dias tenho pensado muito em certas coisas que me fazem ficar indignada. Por exemplo: Pessoas. Você vai dizer "Bah, como se isso fosse pouca coisa". Mas você já percebeu que são sempre um pequeno grupo de pessoas que começam tudo? Veja na sala de aula. Sempre tem um grupinho engraçadinho que começa a bagunçar na hora da aula. E por que as outras pessoas continuam? Porque elas acham isso divertido. Eu considero a mesma teoria pra todo o resto das coisas da humanidade. Veja, se tem uma coisa que me deixa muito chateada é essa necessidade que as pessoas tem em sentirem-se diferentes. "A simples noção de individualidade embriaga e traz um tímido, porém forte, sentimento capitalista". Foi o que li em uma HQ da turma da Mônica e me fez refletir até concordar. É isso. As pessoas querem, a todo custo, serem autênticas e divertidas, só que tudo isso acaba numa coisa: De tanto desejarem ser diferentes, acabam tornando-se todos iguais. É isso que eu acho. Quando aparece uma banda nova, todo mundo vira fã. Eu classifico esse tipo de gente como poser, mas tanto faz. O que importa é que eles querem mostrar diferença. Querem mostrar estilo. Só que não conseguem.
         Aí você vai pensar "Poxa, por que ela se importa com uma coisa tão pequena"? Mas a verdade é que não é pequena. Quer exemplo maior que o twitter e suas modinhas? Quantas pessoas não "expõe" na bio que são bipolares? É ridículo. Nojento. Enquanto há tanta gente que realmente sofre com o transtorno, outras se auto-intitulam assim para parecerem ser melhores que os outros. Que lógica há nisso? Como também, que lógica há se tornar ateu de uma hora pra outra, não porque você não tenha fé, ou porque simplesmente não acredita, ou sei lá que outras razões um ateu tem pra ser ateu, mas seja lá qual for, é compreensível de seu ponto de vista. O que não é compreensível é dizer que é ateu pra "mostrar" que tem um gênio forte. Acredite. Tem pessoas que agem assim. Que agem de forma deplorável só pra ter sua individualidade e reconhecimento, se é que isso é ter reconhecimento. E quanto aquelas pessoas que se dizem fã dos Beatles, mal conhecendo duas músicas? E aqueles que se dizem viciados em café? E aquelas meninas de 14 anos que dizem que vão sair, beber toodas e tiram fotos fumando? Eu não sei o que se passa no cérebro minúsculo dessas pessoas, e a verdade é que nem quero saber. Porque elas me dão nojo. E se você tem bom senso, por favor, não se engane ou se deixe enganar. Não finja que é fã de uma banda pouco conhecida, não ponha roupas que nem gosta, não fale coisas que não concorda, pela simples sede de ser diferente, de ter uma personalidade própria. Porque no fundo, essa personalidade tão maleável e atraente não existe, só o que existe é um ser pouco racional, que prefere ver seu ego inchar pelos motivos errados, do que ser ele mesmo e ter seus próprios conceitos.




Nayane Ramoos.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Don't make it bad, my Jude.

          Entendo perfeitamente o que você está passando. E saiba que é perfeitamente comum. Eu sei que você pode até sentir um peso esmagador sobre você de vez em quando, uma saudade que corroe por dentro, mesmo sendo irracional, mas não adianta ficar mal. Não sinta medo. Não entristeça-se. Não definhe sem ao menos lutar. Se você tiver que perder essa "luta", que seja de uma forma que faça você ter orgulho depois. Eu quero muito que você seja feliz. Quero que você acorde todos os dias, do mesmo modo que acordava antes, quero que se lembre que não existe só uma pessoa no mundo que deveria te amar. Quero que você lembre que ainda tem a nós, sua família, tem seus amigos, e muita gente que também se importa com você, então, por favor, fique bem. Eu desejo, de todo o meu coração, sua felicidade. Desejo olhar pra você e ver um olhar confiante e sincero outra vez. Eu não quero mais ser obrigada a te olhar e enxergar apenas... Bem, dor. Sabe por que eu estou te falando isso? Porque, quer você acredite ou não, no fim, as coisas vão se acertar e tudo vai ficar bem.
          Não me pergunte como eu sei disso, porque a verdade é que eu nem ao menos tenho certeza do que estou dizendo. Mas eu sei porque, bem, é o que eu sempre ouvi e sempre vi. É o que toda história em quadrinhos, todo filme, todo livro, todo desenho animado, toda fábula (etc, etc) retrata. E é o que eu desejo firmemente que aconteça na vida real. Não pense que não vão haver sequelas. Quero dizer, você não pode simplesmente apagar seu passado e esquecer pessoas que já te fizeram sorrir com sinceridade, mas você pode superar tudo isso com mais força de vontade. Tente. Aceite que isso é o melhor pra você. Não se esqueça que, no fundo, o melhor pra você é o que precisa valer. Mesmo que seu coração e a razão estejam sempre em uma luta constante, sua consciência é quem decide. E eu tenho certeza que o melhor é sempre seguir em frente, com pensamentos positivos, sendo sempre o mais cheio de energia possível. Pelo menos quando se trata de superar algo. Bem, sabe como é, você é importante pra mim. E eu te amo incondicionalmente. Então, achei que você deveria saber como eu me sinto em relação a isso. Fique bem. Eu estou aqui. Sempre estarei. Se depender de mim, você nunca estará sozinha.


Nayane Ramoos.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Ansiedade

            Ando bastante ansiosa, já que não há nada que expresse melhor o que realmente sinto. Dessa vez, deve ser algo bem maior que ansiedade, e olhe que este é um sentimento que conheço perfeitamente bem. Conto os minutos, as horas, os dias. Procuro algo para ocupar minha mente. Qualquer coisa. Algo que matenha-me concentrada o suficiente para manter meus pensamentos no momento que estou vivendo. Mas, não adianta, nada me prende. E, então, de repente canso. Decido que vou dormir, o tempo parece passar mais rápido quando o faço. Sigo para o quarto, deito-me, e, fecho os olhos, pensamentos me passam a cabeça, momentos confundem-me, coisas que nem ao menos ainda aconteceram e eu já imagino.
           Passo alguns minutos assim, até que percebo o que estou fazendo. Eu estou sonhando. Sonhando acordada. Algo que passa muito, mas, muito longe da minha nova filosofia de vida. Obrigo minha mente a parar, privo-me de qualquer coisa que desenhe algo que não aconteceu: '' Agora, eu só vivo o presente.'' Falo para mim mesma diversas e diversas vezes, tentando afastar as imagens, do que provavelmente pode acontecer assim que te ver. 
           Mas, eu pensei muito bem, PODE, não é certo que VÁ acontecer. Ponho isto em minha cabeça, fecho os olhos, mentalizo algo que passe bem distante de você. Concentro-me, sabendo perfeitamente que sou unicamente responsável por meus pensamentos, e, que posso evitar sofrimentos e decepções. Agindo racionalmente, pondo finalmente os pés no chão. Fecho os olhos novamente, e, consigo por fim dormir.  


Júlia (: