Eu podia ter desistido de ti. Há muito tempo. Mas, presta atenção: Eu tô aqui. Tô aqui até agora. Você só precisa abrir o olho e notar isso. E notar também o que tu tás perdendo. Tu podes não notar isso agora, mas estás SIM perdendo muito. Estás abrindo mão de alguém que teve a seu lado por toda a vida e que te conhece melhor do que tu mesmo, por simplesmente não enxergar. Enxerga. Enxerga que tu precisas correr atrás, que tu precisas parar de ser orgulhoso, que tu precisas parar de fazer estupidez atrás de estupidez e de ir aos pouquinhos machucando a tua vida e as pessoas que deveriam ser importantes nela.
Me julgo meio babaca por ainda não ter entrego os pontos. Por ter me tornado vulnerável a qualquer tipo de apego e ao mesmo tempo por ainda me importar. E, cara, é isso que torna tudo tão difícil. Querer falar pra mim mesma que não, eu não dou a mínima, e me sentir como se estivesse enganando a um velho amigo com isso. E sabe o que é ainda mais irônico? Que eu cuidei de ti. Que eu estive ali. Quando tu precisastes, quando tu quisestes. Quando a tua vida despencava, eu te tirei de lá, eu te salvei, eu te mostrei o melhor caminho. Foi o meu abraço que te consolou. E agora tu me ignoras, tu me esqueces, tu esqueces de reconhecer isso. Por mais que tu digas que não mudastes, eu sinto. Eu sinto tanto que fica cada vez mais difícil de acreditar. E sabe por que eu sinto tanto? Porquê eu te conheço. Eu conheço teu velho eu, que ainda reside em algum lugar bem fundo na tua alma. E eu sinto falta dele.
Nayane.
Feridas palavras, no entanto, muito bem colocadas. Desabafo à mostra. Gostei, moça! Bjs.
ResponderExcluirObrigada!
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