Tudo parecia um pouco falho ao seu redor. Como se tudo, por mais perfeito que parecesse, fosse completamente vulnerável e defeituoso. Era mais ou menos como se sentia, na verdade. Feliz e esbanjando sorrisos superficiais, por fora, mas por dentro sentindo-se como se um grande furacão tivesse arrasado a metade incompleta de si. A metade responsável por fazê-la sentir-se assim na maior parte do tempo.
Era como se a vida tivesse a única função de fazê-la sentir-se vazia, com um grande vão onde deveria estar seu coração. Ela sabia que, enquanto caminhava, as flores continuavam vivas, perfumadas e coloridas, mas algo em seu eu mais íntimo a dizia que estas recolhiam-se no momento seguinte a sua passagem.
Nayane.
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