terça-feira, 27 de setembro de 2011

Lovesick.

Bastaram segundos para que milhares de pensamentos acolhedores passassem pela mente dela. Por um breve momento, ela não soube o que dizer, ou como agir. Só conseguia sentir os batimentos de seu coração, levados no ritmo de uma sensação tão forte e deliciosa que daria uma canção.
Ela reconheceria aquele toque entre milhões. Sentira tanta falta dele! Tanta saudade daquele abraço apertado, daquele seu jeito macio de dizer o que ela sabia ser mentira, mas que gostava de acreditar. Podia ouvir o embaralho da sua mente, a contradição que virara.
Tudo o que não queria era afastar-se e sorrir simpaticamente antes de continuar caminhando, mas foi exatamente o que fez, mesmo com sua cabeça a mil por hora. Não podia mentir pra si mesma a ponto de falar-se que não tinha sido bom. Tinha sido muito mais do que isso. Tinham sido os dez segundos mais prazerosos que tivera em tempos, apesar de terem sido só dez segundos. Iria pra casa com o sabor da felicidade instantânea em seu coração, o sorriso automático nos lábios todas as vezes que, mais tarde, lembrasse daquele momento.
Porque aquele momento, mais do que nada nos últimos meses, tinha trazido à tona todas as lembranças boas, todas as recordações e sorrisos maravilhosos que estavam escondidos numa relação antiga, acabada simplesmente por ser um elo tão traiçoeiro.

Nayane.

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