Para onde foi minha inspiração? Onde moram os dois olhos cor de mel que eram o brilho dos meus um tanto quanto negros? Sei que eles ainda estão perto, mais perto do que poderiam. Mais não são dotados da fascinação que antes eram. Minha mão não sua mais oa vê-los, e isso me entristece tanto. Que estranho, não sinto meus dedos nervosos para escrever-te algo. E nem tenho uma vontade súbita de abraçar-te. Olha, veja só, eu não quero alisar teus cabelos quase loiros. E eu não sorrio mais quando te vejo. E as palavras não me faltam na hora de falar-te alguma coisa. Em compensação, eu sinto um vazio no lugar em que meu amor morava, era uma casa simples, fraca, e eu sabia que ela cairia, só não sabia que levaria-me palavras, inspiração e um pedaço de mim. Traduzo o vazio em algo que lembra-me amargura. Preciso encher de alegrias o lugar onde mora um eu amargurado. Ó, olhem, lá vai o meu amor numa correnteza de ilusões num riacho que corta uma floresta perigosa de alguns tristes sentimentos. Preciso lhe dizer, o amor pode trazer felicidade, ou doer bastante, uma ferida aberta, mas, de tão lindo que é, até a maior ferida inspira, salva, preenche, e é melhor que viver sem nada.
Júlia (:

Antes sentir amor do que não sentir nada. Frieza não está com nada. Beijos. Au revoir !
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